As gerações que vem por aí…

Todos aqui lembram do manifesto ágil, certo? Os quatro princípios? Pois então.

Ele traduz a corrente (ágil) que propõe uma nova visão de “gestão” de empresa, pessoas e processos. Existem muitos outros e todos são bastante similares. Todos convergem para um ponto em comum: flexibilidade, gestão de pessoas e do conhecimento.

Você acha que isso não é importante?

Então tenha a certeza que você não está preparado para o futuro.

A geração Z está chegando. Muito se fala das gerações do século 20: Baby Boomers, Geração X, Geração Y, Geração Z.

Essa separação de gerações foi realizada para buscar identificar particularidades e características próprias das pessoas que nasceram durante períodos de tempo.

Por exemplo, os Baby Boomers são aqueles que nasceram no mundo pós-guerra. Geração X são (teoricamente) os filhos dos Baby Boomers, e assim por diante.

Através da caracterização dessas gerações foi possível identificar e entender o contexto em que elas se encontravam e o funcionamento da economia, sociedade e mercado de trabalho destas épocas. Não entrarei em detalhes maiores sobre cada geração, mas o foco desse tópico é analisar o mercado de trabalho.

Não é exagero falar que os Baby Boomers viveram uma época em que o trabalho basicamente se resumia em realizar tarefas. Pensar era algo para poucos. Era a época ideal para o chamado “comando-controle”, onde os chefes mandavam, os funcionários faziam. Tudo devidamente controlado. Não havia flexibilidade e o conhecimento era muito pouco valorizado.

A geração X viveu já um mundo mais complicado. O pós-guerra dos Baby Boomers trazia uma certa esperança de dias melhores. A geração X viveu o auge da Guerra Fria e isso, aliado à sociedade composta por Baby Boomers já não tão esperançosos, os tornaram realistas e pessimistas. Muitos consideram a geração X como a geração “perdida”. Porém, foi durante o período da geração X que surgiram movimentos como o “Toyota Way” e o conceito de "Liderança Situacional”. Portanto é preciso ter cuidado para não generalizar.

Por outro lado, a geração X como um todo ainda vivia o auge do mercado onde flexibilidade e conhecimento não estavam em pauta. É a geração da “transição”, podemos chamar assim.

A geração Y, por outro lado, já foi criada em uma sociedade mais otimista e com sede de crescimento. Além disso, viveu intensamente o período do boom da era da tecnologia e da informação. E isso transformou de forma gigantesca o mercado de trabalho. As empresas agora podiam automatizar diversos processos. A informação começou a deixar de ser privilégio de poucos e secundária.

Esta geração viveu a transição da maior revolução da sociedade moderna: a internet.

Essa proximidade com a tecnologia e informação a tornou completamente diferente da sua predecessora. A geração Y passou a saber de tudo (mas sem profundidade), consegue trabalhar facilmente de forma multi-tarefa, suporta o trabalho sob pressão, é normalmente comunicativa, dentre outras características. Essa geração NÃO funciona no modo “comando e controle” e as empresas (tardiamente) começaram a se dar conta disso.

Conceitos como “gestão de competências”, “feedback”, “liderança 360 graus”, etc. se tornaram comuns.

E isso tem explicação: a geração Y normalmente não tolera empresas que não mudaram sua cultura. Se a empresa ainda viver no modo “chefe manda, funcionário faz”, terá um turnover altíssimo com pessoas dessa geração. Essas pessoas exigem flexibilidade e são adeptas ao livre conhecimento, por assim dizer. E estará comprometendo o seu futuro, pois a geração X e os Baby Boomers deixarão de ser a força motriz das empresas em pouco tempo.

Agora vamos mais adiante. E a próxima geração? O que será da geração Z?

Imaginem as crianças de hoje que já nasceram em um mundo totalmente conectado à internet. Desde o jardim de infância, essas crianças já fizeram trabalhos usando computador e a internet. O conhecimento para elas está a alguns cliques. O rítmo e a velocidade com que elas conduzem suas vidas é pelo menos 2x maior do que o da geração Y (que já era veloz!).

Será uma geração mais multi-tarefas do que nunca, com outro tipo de conhecimento e forma de pensar. O que será que essa geração demandará do mercado e das empresas?

Na minha opinião, essa geração será duplamente mais exigente do que a geração Y. E precisará ser moldada com muito cuidado, pois terão uma capacidade diferenciada para tomar decisões, pensar soluções e atuar sob pressão (lembrem-se que eles já sofrem pressões de prazos no colégio!). Por outro lado, isso poderá gerar um sentimento de auto-suficiência que deverá ser tratado com cuidado pelas empresas.

Flexibilidade será prioridade número 1 da geração.

Alie isso a fatos prováveis como: redução do número da população jovem (a geração Z será proporcionalmente menor do que as anteriores), a constante necessidade da informação e do conhecimento por parte das empresas e o rítmo cada vez mais rápido do mercado. Temos um cenário bastante interessante e desafiador pela frente.

E daí você pode se perguntar: e o que nós temos a ver com isso?

Ora, nós da Geração Y seremos os responsáveis por liderar a geração Z!

Será que nossas empresas estão preparadas para receber as primeiras pessoas desta geração?

Será que NÓS estamos preparados para lidar com eles?

Será que o que conhecemos hoje como gestão será suficiente?

Pense nisso. O futuro não está tão distante assim.

Um abraço!

http://www.agileway.com.br/2009/07/25/as-geracoes-que-vem-por-ai/

ScrumMaster Interview Tips

Posted by Shane Hastie on Jul 13, 2009 11:00 AM Community Agile

The ScrumMaster or Iteration Manager is a crucial role on Agile teams, and selecting which organisation or team to work with is important – when considering taking on a new project it’s important to set the environment up for success.

The Agile Manifesto emphasises the importance of People over Process, and a large part of the ScrumMaster’s responsibility is creating a team environment where people can collaborate to deliver working software effectively.

The official Scrum website defines the responsibilities of the ScrumMaster as
The ScrumMaster is responsible for the proper and complete implementation of the Scrum process.


To the degree that the implementation must start with trade-off's and incomplete practices because of the implementation environment, the ScrumMaster will always keep the benefits and values of the complete implementation in mind and incrementally move the team and organization toward that end state.

The ScrumMaster is specifically responsible for:
• Removing the barriers between development and the customer so the customer directly drives development;
• Teaching the customer how to maximize ROI and meet their objectives through Scrum;
• Improving the lives of the development team by facilitating creativity and empowerment;
• Improving the productivity of the development team in any way possible; and,
• Improving the engineering practices and tools so each increment of functionality is potentially shippable.

Given the criticality of the role, it is important to ensure that the person taking up the role of ScrumMaster on a team is right for the role, and that the environment enables success.

David J Bland of the Scrumology blog provides a list of 10 questions for the potential ScrumMaster to consider when considering taking on a new team/project:

1. How long are your iterations? – Ideally this is 2 weeks, but if it is close within reason it is a positive sign. Be wary of extremely long answers that slip into months, as these are not agile characteristics.

2. What is your team size & make up? - Small, cross functional teams are important. Take note of any answers that lean towards large silos of developers. You may also want to follow up on whether or not the team is distributed or co-located.

3. Are your Product Owners available for questions? – A non-existent Product Owner can wreak havoc on an agile team. This could be why the Scrum Master position is vacant!

4. Do you use Continuous Integration? – It is difficult to remain true to the tenets of agile with a clunky batch process for code deployment. Try to pin them down on what tools they use here to prevent them from sidestepping the question.

5. Do you use Test Driven Development / Design? - Similar to CI above, TDD is another indicator of agility. Again try to find out the tool set they use for this process, as it will vary by technology stack.

6. How do you document User Stories? – There is no one perfect answer for this, but they should touch on small excerpts of functionality that are on a task board or in project management software. Lengthy SRS or functional specifications should raise a red flag.

7. What metrics do you use for tracking? - Points or hours should be sufficient. I’d pay attention on whether or not their fibonnacci scale goes to extremes. Measuring actuals vs estimates can lead the conversation to some interesting areas. Try to determine whether or not actuals are used against team members.

8. How often do your teams meet? – This should be every day if you are playing the role of a true Scrum Master. This can be more challenging with distributed teams in different time zones.

9. Do you have executive buy-in for agile? – While I’ve practiced grass roots agile without executive buy-in, I would not jump head first into a position without knowing the big picture. If the employer states that even C-level executives have received CSM/CPO training it is a big plus in my book.

10. What other responsibilities does the Scrum Master have? – Depending on the organization this can vary, but it is worth asking especially if they responsibilities do not interest you in the least. It is better to know about them now!

Johanna Rothman, Steve Smith, George Dinwiddie and other Aye Conference hosts provide a list of useful tips for interviews and assessments, for both interviewer and interviewee:

Interview tips:
Use open-ended questions as much as possible
Use behavior-description questions as much as possible to get real live examples
Use meta questions to ask about what else to ask about separate strategic questions of management from tactical questions of technical staff

Interview traps:
Never ask leading questions, such as "is your manager a bozo?"

You won't get an honest answer and the question diminishes your authority, authenticity, and credibility. A lot to lose in one question.

Avoid opinion questions such as, "Do you like what you do?" Instead, reframe it as, "What's working for you here?" and "What prevents you from getting your job done?"

What traps as out there for unsuspecting ScrumMasters, and how can they be avoided?

Atitude é tudo!

Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:

- Se melhorar, estraga.

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons os seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.

Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luís estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:

" Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo. Como
faz isso?

Ele me respondeu :

"A cada manhã ao acordar, digo para a mim mesmo: Luís, você tem duas escolhas hoje: pode ficar de bom humor ou de mau humor.

Eu escolho. "ficar de bom humor".

Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.

Eu escolho "aprender algo".

Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

"Certo, mas não é fácil"- argumentei.

"É fácil sim", disse-me Luís.

A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir às situações. Escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver sua vida.

Eu pensei sobre o que o Luís disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.

Anos mais tarde, soube que Luís cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã. Foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.

Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.

Encontrei Luís mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, para variar me respondeu: "Se melhorar, estraga".

Contou-me o que havia acontecido perguntando:

- Quer ver minhas Cicatrizes?"

Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

"A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu."

Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: - poderia viver ou morrer.

Escolhi "viver".

"Você não estava com medo? "Perguntei.

- "Os para-médicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom" ...

Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia:

- "Esse aí já era".

Decidi então que tinha que fazer algo.

"O que fez?" Perguntei.

- "Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas.

Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: sim.

Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei :
- Sou alérgico a balas!

Entre risadas lhes disse:

- Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como morto."

Luís sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude.

Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente. Afinal de contas,

"ATITUDE É TUDO".

Agora você tem duas opções:

1. Ler esta mensagem e guardá-la em alguma pasta ou

2. Transmiti-la aos seus amigos para que possam tirar conclusões e repassá-la a outras pessoas.

Eu particularmente escolhi te abençoar com esta mensagem no dia de hoje!

Faça sua escolha e, SEJA FELIZ...

Deus, dá-me as perguntas certas!

Como falar a céticos, descrentes, familiares e amigos "cabeça-dura" sobre Deus.

Eu amo responder perguntas com perguntas. Cresci numa família de italianos, onde eram comuns diálogos como estes:

Eu: Oi, vó. Como está o tempo por aí?Minha avó: E como você acha que poderia estar, bem no meio do verão?

Eu: E aí tio, como está você? Tio Henry: Por que você pergunta?

Eu: Tia, quanto tempo! E o Beto, como vai? Tia Nine: Comparado com o quê?

Atenção: “questionadores” não tentam, necessariamente, obter respostas certas.

Na verdade eles querem apenas ver você se contorcer tentando responder... Gosto de pensar que este ambiente incômodo na minha formação, acabou me ajudando, muitos anos depois, a entender a benção que é você saber responder perguntas com perguntas.

Hoje creio que isto me ajuda demais na minha tentativa diária de seguir o exemplo de Jesus.

Você já se deu conta quantas vezes Ele respondeu a uma pergunta fazendo outra?

Quando o homem rico perguntou a Jesus “Bom Mestre, o que farei para herdar a vida eterna?” Jesus respondeu: "Por que você me chama de bom?" (Mc 10:17-18).

Quando os líderes religiosos lhe perguntaram se era certo pagar impostos a César, Ele perguntou de quem era a face na moeda (Mt 22:17-20).

Quando os fariseus procuravam uma razão para acusá-lo e lhe perguntaram "É permitido curar no sábado?" a resposta de Jesus foi uma pergunta: "Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá?" (Mt 12:9-12).

Bom, deixe-me ser sincero: a principal razão de eu responder perguntas com perguntas é que estou cansado... Depois de anos respondendo perguntas de céticos, descrentes, familiares e amigos “cabeça-dura” eu simplesmente cansei, pois percebi que não era uma resposta que eles realmente estavam buscando.

Em algumas ocasiões (muitas, na verdade...) respondi com o que eu acreditava ser absolutamente bíblico e compreensível para ouvidos “não-treinados” - tentei, na maioria das vezes, falar em português – sem “crentear” - apenas para ver se o meu questionador ao menos movia os ombros. Mas minha triste percepção era de que apenas acabava de dar a ele mais uma razão para achar que todos nós cristãos somos uns paspalhos! Ao invés de minha resposta trazê-lo mais para perto de Jesus e de Sua salvação, ela simplesmente o empurrava pra longe. Em vez de ajudar sua mente e coração a enxergar as coisas por uma perspectiva diferente, minhas respostas apenas forneciam munição para futuros ataques contra o evangelho.

Desta forma, comecei a responder perguntas com perguntas. E meus resultados foram sensivelmente melhores.

Regra reversa

Meu ministério tem sido desenvolvido dentro do mundo corporativo. Para cada minuto que passo na eclesia são quase quinze minutos na diáspora. Vivo em sua totalidade o verso de Mt 10:16 “...os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejais astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas”. E, dentro deste mundo corporativo, tenho tido muitas oportunidades de praticar no dia-a-dia aquilo que prego nos púlpitos.

Ano passado, entre meus clientes, estava um grupo empresarial muito grande, com faturamento anual na casa dos US$3 bilhões. Este grupo é dirigido por um time de poderosos e céticos executivos, cuja formação acadêmica de alto grau inclui MBA’s nas melhores universidades dos Estados Unidos e Europa.

Ao perceberem em mim uma certa “atitude de pomba” – no sentido da falta da malícia quase obrigatória naquele universo - este time resolveu me por na parede: uniram-se e passaram a questionar-me diariamente sobre os mais variados temas, relacionando assuntos cotidianos dos negócios às questões de ética e fé. Até que, finalmente, a inevitável pergunta apareceu. Um deles disse: “Bom, nós temos conversado muito sobre suas convicções e concluímos que você, lá no fundo, acredita mesmo que aqueles que não concordam com suas idéias a respeito de Deus e da Bíblia – como, por exemplo, todos os que seguem diferentes religiões, que crêem em distintas formas de manifestação de Deus ou que baseiam sua fé em outros livros que não a Bíblia – estão a caminho do inferno, não é mesmo?"

"Você acredita em inferno?" respondi, quase instintivamente...

Meus questionadores provavelmente jamais consideraram seriamente a possibilidade de céu e inferno. Minha resposta os deixou confusos, talvez porque eles estavam sendo agora desafiados, quando suas intenções eram apenas desafiar-me...

Finalmente, após um longo silêncio, ele respondeu: “Não, eu não creio em inferno. Acho isto simplesmente ridículo. "

Então escolhi utilizar a sua própria escolha de palavras e devolvi: “Então, já que você não acredita em inferno, por que está me fazendo esta pergunta ridícula?”

Eu não estava tentando ser o “senhor espertinho”. Estava apenas tentando ajudá-los a encarar honestamente as razões e motivações por detrás daquela pergunta. A expressão do grupo indicou que eu marcara um ponto importante. Foi então que outra pergunta quebrou o silêncio.

Outro membro daquele grupo disse em alto e bom som: “Bem, eu acredito em inferno. Você crê que todos os que não adotam a fé cristã irão para lá?"

E novamente eu perguntei: "Que tipo de pessoa, na sua opinião, irá para o inferno?

Hitler, por exemplo, você crê que ele está no inferno?" (falar de Hitler, apesar de desagradável, é sempre de grande auxílio, principalmente com gente que pensa que sabe demais. Este questionador específico, além de Presidente da empresa, é judeu!)

"Mas é claro que Hitler está no inferno !!" disse ele num tom áspero.

"E como você pensa que Deus decide quem vai para o céu e quem vai para o inferno? Será que Ele faz um gráfico de possibilidades?" respondi perguntando.

A partir deste momento, a conversa tornou-se amigável e civilizada. E um longo processo de diálogos sérios e enriquecedores sobre o amor de Deus, os pecados da humanidade e o grande trabalho realizado por Jesus a nosso favor começou entre eu e aquele time de executivos.

Responder com perguntas mostrou-se um método muito eficaz, apesar de indireto, para compartilhar o evangelho com um certo tipo de pessoas.

Um outra vez onde o questionamento foi mais eficaz que as respostas biblicamente inquestionáveis – obviamente inquestionáveis a partir do ponto de vista daqueles que conhecem a Jesus - foi numa feira da Associação Paulista de Supermercados. O diretor de uma grande empresa para qual eu estava prestando serviços comentou - em tom de sátira e de forma que eu ouvisse - com outro executivo do maior grupo supermercadista do país sobre o fato do meu evidente constrangimento com os trajes e a postura de algumas promotoras que faziam uma apresentação no stand onde estávamos.

Ele disse: “este aí é crente. Ele não gosta de mulher. Sua religião não permite que ele tenha mais de uma”. E então, a queima-roupa, me perguntou na frente de muitas pessoas: “Você não enjoa de só olhar para a mesma mulher há tantos anos? Se Deus as fez assim, tão lindas, que mal há em admirá-las e chegar perto delas?”

Então lhe respondi perguntando: “Suponhamos que você morasse no alto de uma montanha e, impedido de dirigir, tivesse que contratar um motorista para levar seus filhos à escola. Na estrada entre sua casa e a escola há um trecho desmoronado e, portanto, muito estreito, que obriga o carro a passar bem na beirada de um grande e profundo precipício. Ao entrevistar o primeiro motorista você pergunta: a que distância você é capaz de passar da beira do precipício?

E ele responde: Eu sou capaz de passar a 5 cm sem problemas, deixa comigo! Ao entrevistar o segundo, você repete a pergunta e ele responde que passaria a 10 cm.. Porém, ao entrevistar o terceiro você ouve como resposta EU SEMPRE PASSAREI O MAIS LONGE POSSÍVEL DA BEIRA DO PRECIPÍCIO.”

Baseado nestas suposições, perguntei: “Qual dos três você contrataria?” E ele me respondeu sem pensar: “O terceiro”.

Um longo silêncio pairou no ar.

Então sentei-me à mesa e disse: “Sabe, não é que eu não goste de mulher, eu apenas passo o mais longe possível da beira do precipício... E você?”

E naquela noite nós rimos muito no caminho entre a feira e o hotel e uma sólida amizade teve início...

Boas Perguntas

Responder a uma pergunta com outra pergunta tem vantagens significativas em relação a usar respostas diretas. Isto te ajuda a trazer à tona as razões e motivações reais por trás da pergunta.

Isto também tira a pressão dos seus ombros e a devolve aos ombros daquele que está questionando você. Isto é importante porque, como eu já disse: questionadores não tentam, necessariamente, obter respostas certas. Na verdade eles querem apenas ver você se contorcer tentando responder.

Por exemplo, os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes religiosos perguntaram a Jesus: "Com que autoridade estás fazendo estas coisas? Quem te deu esta autoridade?"

Sua resposta foi: "digam-me: o batismo de João era do céu ou dos homens?”

Após uma pequena discussão entre eles, responderam: “Não sabemos de onde era”.

Jesus, então, mostrou a eles que as perguntas feitas tinham motivações equivocadas e, portanto, não mereciam uma resposta, dizendo: “Tampouco lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas” (Lc 20:1-8).

Na verdade, a pergunta dos mestres era simplesmente um ataque disfarçado de pergunta.

Responder este tipo de perguntas com outras perguntas não apenas devolve o “fogo amigo” de volta a sua origem como também o faz de forma a reduzir a possibilidade de uma tréplica hostil.

As pessoas em geral não gostam de variações bruscas na temperatura das conversas, principalmente quando o calor está sobre elas, e rapidamente ajustam o termostato... Responder perguntas com outras perguntas também serve de pavimentação ao caminho para a evolução no processo de diálogo, em vez de uma resposta certa e direta que provavelmente não seria recebida por ouvidos com motivações duvidosas.

A conversa de Jesus com a mulher samaritana está dentro deste padrão (Jo 4:1-26). As noções daquela mulher sobre justiça, pecado e adoração a Deus precisavam ser mudadas antes que ela pudesse compreender a forma como Jesus se posicionava. Sem as perguntas feitas por Jesus, ela provavelmente jamais teria percebido a questão da fé que salva.

É claro que, muitas vezes, uma resposta direta é preferível, particularmente quando o questionador é sincero e pede uma explicação clara e objetiva a respeito da visão bíblica sobre determinado tema. Em algumas ocasiões Jesus usou a estratégia de ir direto ao ponto! Sua resposta imediata ao mestre da lei que queria saber qual era o mandamento mais importante é um bom exemplo disto (Mc 12:28-31).

Por estas razões esforcem-se e segurem suas respostas.

Perguntem antes de responder e iniciem um diálogo sincero.

Quando um colega de trabalho – num tom acusatório - lhe perguntar: “Como você pode acreditar num Deus que permite que milhares de pessoas morram de fome no mundo?” pergunte-lhe: “Como você explica esta horrível tragédia?”

Quando o seu vizinho lhe perguntar: “Por que você crê que Jesus é mais do que apenas um bom professor de moral e ética?” pergunte-lhe: “Por que você pensa que Jesus foi um bom professor? Você já leu alguns dos ensinamentos de Jesus? E de suas leituras, qual foi a mensagem principal que você percebeu a respeito dos pensamentos de Jesus?

A mensagem do evangelho é importante demais para continuar sendo pregada a ouvidos propositalmente surdos.

As respostas da Bíblia são realmente o que as pessoas precisam ouvir, mas devemos ajudá-las a encontrar as razões e motivações corretas, de forma que as tornemos dispostas e disponíveis para ouvi-las.

O apóstolo Pedro está totalmente certo quando nos pede: “...estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês...” (1 Pe. 3:15).

Mas isto também significa responder as perguntas com outras perguntas. Tal qual fez Jesus.

Tanto quanto respostas certas, que Deus lhes dê as perguntas certas.

Autor: Deni Belotti

Jesus era...peripatético

por Max Gehringer



Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai). Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional -- botar todo mundo numa sala -- não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.

Aliás, pensou alto:

-Jesus era peripatético...

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

-Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto – disse a Laura.

-Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo -- emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

-Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento, ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. -- Mas eu até vejo uma razão para isso,

- Que é isso, Sales? Que razão?

- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

- Não diga!

- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?

- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...

- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?...

Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando". E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.

Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos. Duas coisas:

A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.

E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

10 regras para uma boa apresentação

A opinião é unânime. Os vídeos dos TED Talks são uma delícia de ver. Qual é o segredo dessas palestras? Acho que o primeiro (e principal) segredo é o mesmo dos eventos HSM: só tem gente bamba falando.

Mas, mesmo que você não seja (ainda) tão bamba quanto esse pessoal, pode fazer uma apresentação em sua empresa, ou para clientes, ao estilo TED Talk – se quiser. Basta se lembrar das poéticas palavras do Seth Godin (amor no palco; respeito na plateia) e seguir as 10 regras formatadoras (DOs & DON’Ts).

1. Não despeje o conteúdo simplesmente.
2. Sonhe um sonho grande ou mostre algo realmente novo – ou ainda algo que você nunca compartilhou antes.
3. Revele sua curiosidade e sua paixão.
4. Conte uma história.
5. Comente à vontade sobre o que outros falam, trazendo à tona concordâncias e controvérsias.
6. Não se apegue muito ao ego. Mostre vulnerabilidade, exiba (use) seus fracassos tanto quanto seu sucesso.
7. Não venda nada no palco: nem sua empresa, nem produtos, nem livros. Nem peça dinheiro.
8. Lembre-se o tempo todo de que rir (e provocar risos) é bom.
9. Não leia sua apresentação. Jamais.
10. Não roube o tempo dos que o estão seguindo.

Também há exemplos de apresentações igualmente impactantes apesar de os recursos variarem:

• Sem slides e sem script (no teleprompter): Ken Robinson/Do schools kill creativity?

• Com slides incrivelmente visuais: Seth Godin/Why tribes, not money or factories, will change the world.

• Com slides simples (mas de alto impacto): Al Gore/15 ways to avert a climate crisis.

• Com script (no teleprompter) e sem slides: Isabel Allende/ Tales of passion.

• Com slides supérfluos, em bullets: Tony Robbins/Why we do what we do.

• Com script (no teleprompter) e com slides: Jill Bolte Taylor/My stroke of insight.

• Com slides que são mera desculpa para contar histórias: Hans Holing/Debunking third-world myths with the best stats you’ve ever seen.

• Com excesso de slides: Larry Lessig/How creativity is being strangled by the law.

• Com música ao vivo (também foi assim com Ben Zahnder na ExpoManagement, diga-se de passagem): Ben Zahnder/Classical music with shining eyes.

Desenvolvimento Ágil: o que seu chefe deve saber?

De acordo com um estudo da Evans Data (registro é necessário), mais da metade dos desenvolvedores americanos estão utilizando algum tipo de metodologia de desenvolvimento ágil. Parece que alguns chefes desta turma toda nem sequer conhecem os benefícios da abordagem ágil para o desenvolvimento de sistemas.

No Brasil, sempre pobre em estatísticas, não encontrei uma pesquisa que indicasse qual o porcentual dos desenvolvedores brasileiros que fazem uso de alguma metodologia ágil. Imagino que tenhamos um cenário semelhante ao dos E.U.A. Se você pesquisar no Google Scholar, verá que nossas universidadem produzem muita pesquisa sobre estas metodologias.

Neste artigo do CIO.com, o autor lista 7 pontos importantes que todo gerente de software (e desenvolvedor) deveria saber sobre métodos ágeis.

1. Permitem o Desenvolvimento de Software de Melhor Qualidade

Foco nas funcionalidade, no que o software irá fazer, revisões com pares (peer reviews), processos mais leves liberando o desenvolvedor da burocracia pesada das metodologias tradicionais… …tudo isto produz softwares de melhor qualidade.

2. Promove uma Mudança na “mentalidade” do time de desenvolvimento

Não é apenas um processo, metodologias ágeis promovem uma “nova atitude” na forma como o software é desenhado e implementado. Segundo o consultor Mike Sutton (Wizewerx.com), ocorre uma mudança da forma de pensar. A adoção é um processo, por vezes, doloroso pois “…força as organizações as organizações e indivíduos a confrontar o desperdício, ineficiência e falta de informação”. Ainda segundo ele, os desenvolvedores nerds vão precisar conversar uns com os outros e com o resto do mundo. Pasmem!

3. Mudanças ágeis além do tradicional “fluxo de desenvolvimento”

A adoção de metodologia ágil produzi um impacto na cultura da organização. intensa colaboração, feedback constantes, formas não tradicionais de acompanhamento de projeto, reuniões curtas e objetivas (meu sonho!)… …tudo isto é confrontado com um processo já estabelecido (o status quo).

Se problemas surgirem, e eles irão surgir, não culpem a nova metodologia. Eles já estavam aí, a nova abordagem apenas mostrou os problemas de forma mais explícita. Vejam o que afirma um outro consultor (Steven Gordon):


…collaboration brings to the surface a lot of issues, problems and obstructions in the organization. Do not kill the messenger, Gordon urges; agile is not creating these issues, only making them more apparent. CIOs have to prioritize and address the problems. “If the organization appears to be ignoring these issues after they are surfaced, people will come to believe that the agile principles make no difference and will go back to just minding their own business and doing their jobs in isolation…

4. Ágil não Significa “Caos é Bom”

Existe uma idéia pré-concebida de que tais métodos trarão uma “bagunça” para o processo. Agilidade não significa desorganização.

Por outro lado, nem todo projeto pode utilizar uma metodologia deste tipo. Esta abordagem se encaixa muito bem para aqueles desenvolvimentos (que precisam ser feitos) rápidos e cujos requisitos não estão claros(!).

(eu sei, todos nossos projetos também são assim…)

5. Benefícios de uma Metodologia Ágil Compensam a Espera

Como toda mudança os benefícios não serão vistos imediatamente. Segundo o artigo, quem adotou não quer voltar atrás.

Um grande benefício é que, devido a iterações mais curtas, a equipe de TI pode verificar os riscos mais cedo e as decisões de “go/no-go” serão feitas nas fases iniciais.

6. Não existe a “Bala de Prata”

Não se engane, a metodologia ágil não será a “salvação da lavoura”. Programadores ruins continuaram ruins. Veja outro trecho:


Give competent and invested people agile, and you’ll have happier
people doing better work more rapidly. Give incompetent, unempowered
people agile (or even worse, just the word agile), and you’ll still fail


7. Sucesso Depende das Pessoas

Ainda bem. Desenvolvedores gostam de ver suas criações em ação. Nada é mais frustante do que ver todo seu esforço criativo, para construir uma solução de software, ser arquivado ou abortado. Já participei de vários projetos de software que não tiveram continuidade. É altamente desmotivador.


Com um processo ágil o time que implementa pode ver o resultado mais rápido e isto motiva ainda mais, apesar de todos os problemas de requisitos incompletos e a eterna insatisfação dos usuários.